O termo storytelling, à primeira vista, parece apresentar uma definição muito difícil, mas acredite, ele se refere a algo que a humanidade já faz há muito tempo, contar histórias! Desde o tempo das cavernas, as pessoas trabalham com narrativas, sejam retratações de feitos épicos ou sejam explicações para o nascimento do mundo.
Sentar-se com os amigos no sábado à noite para contar histórias de terror ou retratar o “causo” surpreendente transcorrido na última semana de trabalho que ninguém irá acreditar; tudo isso é, de alguma forma, storytelling! Então, de um jeito ou de outro, todos nós contamos histórias no dia a dia.

Como contar histórias?

O primeiro elemento para a construção de uma história interessante é um personagem, afinal, pessoas falam sobre pessoas! Mesmo que escolhamos não tratar exatamente de seres humanos – a Pixar faz filmes incríveis com animais, por exemplo -, é preciso apresentar verossimilhança com o nosso contexto social.
A narrativa se transcorre em um lugar no espaço-tempo, descrevendo cidades e países, seja nos anos 2000 ou seja há milhares de anos, como nós falamos do homem das cavernas! O importante é contextualizar os temas tratados em alguma realidade.
No livro O Herói de Mil Faces, o antropólogo estadunidense Joseph Campbell trabalha o conceito de jornada do herói, um conjunto de doze passos usados para a construção de histórias. É nele que muitos roteiros modernos se baseiam, seja no cinema, seja na televisão ou seja na literatura.
Esses estágios se constroem com alguns pontos principais, como:

Mundo comum: o personagem vive sua vida normalmente.
Conflito: alguma coisa sai do prumo certo e ele precisa agir.
Chamada à ação: mesmo com o problema, o personagem reluta. Porém, mais coisas acontecem e ele aceita que é preciso correr atrás das resoluções.
Provações: o personagem passa por todos os perrengues possíveis.
Recompensa: o personagem enfrenta tudo e consegue superar as dificuldades.
Volta: o herói da história volta para o seu mundo comum após ter conquistado seus objetivos.
Pense no monte de histórias que você conhece assim, Vingadores, Batman, Logan, Velozes e Furiosos, Harry Potter e outros tantos casos são exemplo disso.

Storytelling no mundo dos negócios

A utilização do storytelling no mundo dos negócios e da comunicação ganhou proporção com o crescimento do digital. Não é que não se fazia isso antes, visto que podemos encontrar cases bem antigas com campanhas publicitárias com o intuito de contar histórias para vender produtos. Porém, as discussões acerca do tema e a disseminação dos seus significados é relativamente recente.
Se no cinema o objetivo é entreter o espectador com histórias mirabolantes e aventuras fantásticas, no mundo das empresas a ideia é criar identificação entre o consumidor e o produto ou serviço vendido por uma marca. Veja abaixo a propaganda Timeless, The FIlm, lançada pela Lacoste, em 2017:
https://www.youtube.com/watch?v=IZC02EQqcXc

O vídeo reúne todos os elementos de um romance clássico: a estética antiga, o conflito, a jornada do herói e a recompensa de encontrar a amada. Parece um filme, né? Mas não, é uma propaganda!

O poder do storytelling

Descrever produtos, listar benefícios e fazer são comparações são estratégias interessantes, mas o storytelling consegue ir além! Ao criar histórias identificáveis, a marca consegue se conectar com as pessoas, retratando situações que o público-alvo conseguiria viver no seu dia a dia.
Além disso, boas histórias geram as mais diversas reações emotivas, como choro, risada ou compaixão. Dificilmente alguém compartilha uma listagem técnica das características de um produto, já uma narrativa muito bem contada e emocionante pode virar publicação no feed de vários perfis.

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